Viciados em 'torpedos', jovens japoneses usam celular até no banho
Comportamento foi apontado por estudo do Ministério da Educação.
7% dos alunos do ensino fundamental trocam cem mensagens ao dia.
Do G1
As mensagens de texto via celular ocupam um papel importante na vida dos jovens japoneses, que enviam e recebem “torpedos” enquanto comem, estão na escola e até tomam banho. A facilidade de acesso à ferramenta é um agravante: a porcentagem de alunos que têm telefones celulares no Japão é de 25% para aqueles com idades entre 11e 12 anos, 46% de 13 a 14 anos e 96% dos estudantes com 16 e 17 anos.
De acordo com um estudo do Ministério da Educação realizado com 10 mil jovens e divulgado nesta quarta-feira (25), um em cada cinco estudantes do ensino fundamental envia ou recebe cerca de 50 mensagens de texto em seus celulares diariamente. Nesse mesmo grupo, 7% dizem fazer o mesmo mais de cem vezes ao dia.
Cerca de 25% dos alunos do ensino fundamental usam seus celulares no horário da refeição e 10% deles admitem acessar o aparelho inclusive quando estão no banho. Entre os estudantes do colegial, 18% fazem uso do eletrônico quando em aula.
A força dessa tecnologia é tanta entre os jovens no Japão, que existe inclusive a “regra dos 30 minutos”. Segundo ela, a criança que não responder um e-mail de seus amigos nesse período entrará na mira das brincadeirinhas maldosas do grupo.
Em maio do ano passado, o governo japonês iniciou uma campanha para alertar os pais e escolas a limitar o uso desses aparelhos entre as crianças. O objetivo anunciado na época era fazer com que os menores só usassem seus celulares quando realmente necessário e fossem proibidos de acessar informações “prejudiciais”, que tivessem influência negativa sobre eles.
26.2.09
20.2.09
Mensagem no celular durante aula leva jovem à polícia Além de pagar fiança, estudante foi suspensa e terá de comparecer ao tribunal
Uma adolescente norte-americana de 14 anos foi levada à polícia após se recusar a parar de escrever mensagens de texto em seu telefone celular, durante a aula. A estudante da Wauwatosa East High School, em Wisconsin, foi detida na semana passada depois de ignorar os pedidos do professor de matemática. Ela responderá na Justiça por conduta inapropriada.
O nome da jovem não foi divulgado pelo departamento de polícia de Wauwatosa, responsável pelo caso. Segundo os policiais citados pelo site “Smoking Gun”, que publica documentos legais e ordens de prisão, a jovem inicialmente negou que tivesse um celular, quando confrontada por um agente de segurança da própria escola. A polícia então foi chamada, e o aparelho encontrado.
O celular foi confiscado, a fiança da jovem ficou em US$ 298 e ela foi suspensa da escola por uma semana. Conforme o G1, no dia 20 de abril, ela terá de comparecer ao tribunal para uma audiência sobre o caso.
Uma adolescente norte-americana de 14 anos foi levada à polícia após se recusar a parar de escrever mensagens de texto em seu telefone celular, durante a aula. A estudante da Wauwatosa East High School, em Wisconsin, foi detida na semana passada depois de ignorar os pedidos do professor de matemática. Ela responderá na Justiça por conduta inapropriada.
O nome da jovem não foi divulgado pelo departamento de polícia de Wauwatosa, responsável pelo caso. Segundo os policiais citados pelo site “Smoking Gun”, que publica documentos legais e ordens de prisão, a jovem inicialmente negou que tivesse um celular, quando confrontada por um agente de segurança da própria escola. A polícia então foi chamada, e o aparelho encontrado.
O celular foi confiscado, a fiança da jovem ficou em US$ 298 e ela foi suspensa da escola por uma semana. Conforme o G1, no dia 20 de abril, ela terá de comparecer ao tribunal para uma audiência sobre o caso.
4.2.09
Google lança serviço para localizar pessoas através do celular
Da France Presse
O Google lançou um novo aplicativo, o Google Latitude, que permite aos usuários localizar fisicamente, através do celular, seus contatos que também estejam registrados nesse serviço, informou a empresa em seu blog oficial.
Disponível desde terça-feira, o Google Latitude é promovido como "uma forma divertida de estar em contato com as pessoas mais chegadas", já que indica a localização próxima dessas pessoas, indicou o grupo com sede no Mountain View (Califórnia).
"De agora em diante você saberá se sua esposa está engarrafada no trânsito, se um de seus amigos veio à cidade para o fim de semana ou podem se tranquilizar de que um ente querido que viajou de avião chegou a seu destino", explica o Google.
Antecipando-se às críticas pelas possíveis invasões à vida privada que o serviço implica, a empresa reconhece "o caráter sensível da localização on-line", mas insiste nas garantias de segurança para os usuários do novo aplicativo: tudo é opcional, uma pessoa pode escolher a quem localizar e existe o 'modo oculto'.
Disponível em 27 países, 14 deles na União Européia, o serviço será expandido progressivamente para outras regiões.
O grupo britânico de telefonia móvel Vodafone e a empresa informática americana Loopt já haviam desenvolvido um serviço de localizadores para celulares.
jug/lm/cn/fp
Da France Presse
O Google lançou um novo aplicativo, o Google Latitude, que permite aos usuários localizar fisicamente, através do celular, seus contatos que também estejam registrados nesse serviço, informou a empresa em seu blog oficial.
Disponível desde terça-feira, o Google Latitude é promovido como "uma forma divertida de estar em contato com as pessoas mais chegadas", já que indica a localização próxima dessas pessoas, indicou o grupo com sede no Mountain View (Califórnia).
"De agora em diante você saberá se sua esposa está engarrafada no trânsito, se um de seus amigos veio à cidade para o fim de semana ou podem se tranquilizar de que um ente querido que viajou de avião chegou a seu destino", explica o Google.
Antecipando-se às críticas pelas possíveis invasões à vida privada que o serviço implica, a empresa reconhece "o caráter sensível da localização on-line", mas insiste nas garantias de segurança para os usuários do novo aplicativo: tudo é opcional, uma pessoa pode escolher a quem localizar e existe o 'modo oculto'.
Disponível em 27 países, 14 deles na União Européia, o serviço será expandido progressivamente para outras regiões.
O grupo britânico de telefonia móvel Vodafone e a empresa informática americana Loopt já haviam desenvolvido um serviço de localizadores para celulares.
jug/lm/cn/fp

Preso em elevador, ator britânico narra tudo pelo Twitter
Uma das celebridades mais acompanhadas no Twitter, o ator britânico Stephen Fry dividiu com seus mais de 110 mil "seguidores" uma experiência diferente na noite de terça-feira. Preso em um elevador por cerca de uma hora, ele enviou pelo celular mensagens e fotos que podiam ser acessadas em sua página no serviço de microblogging.
Dentro do elevador parado no 26º andar de um edifício em Londres, o ator se divertiu não apenas enviando seus tweets, mas também recebendo comentários de outros usuários. "Seus comentário brilhantes estão nos mantendo (histericamente) bem-humorados," escreveu.
Uma das fotos enviadas por Fry mostra o ator posando ao lado das outras pessoas que estavam presas com ele no elevador. Todos sorriam.
De acordo com os registros do Twitter, o episódio durou cerca de uma hora. Uma mensagem enviada logo depois do "resgate" dizia: "Estamos livres! Homens legais da Thyssen nos libertaram. O Paramount Club nos esperava com champanhe no térreo. Sou alérgico, mas foi legal da parte deles."
Stephen Fry foi considerado pelo site Times Online a celebridade mais acompanhada pelo Twitter. O número de seguidores não pára de crescer: até o fechamento desta matéria, eram 114.427.
Redação Terra
19.1.09
Providencial: Twitter ajuda na cobertura de acidente aéreoO internauta Janis Krums utilizou seu iphone para postar na internet uma foto do acidente
Um usuário do Twitter foi o primeiro a divulgar imagens do acidente aéreo que aconteceu ontem (15) nos Estados Unidos.
Segundo o site Silicon Alley Insider, o internauta Janis Krums utilizou seu iphone para postar na internet uma foto do acidente. Além de um link para a foto, Krums postou a seguinte mensagem no Twitter: "Há um avião no [rio] Hudson. Estou numa balsa que está indo resgatar as pessoas. Louco.".
O avião da companhia aérea US Airways levava caiu no leito do rio Hudson, em Nova York, logo após a decolagem. Todas as 155 pessoas que estavam a bordo sobreviveram.
Fonte: AdNews
Um usuário do Twitter foi o primeiro a divulgar imagens do acidente aéreo que aconteceu ontem (15) nos Estados Unidos.
Segundo o site Silicon Alley Insider, o internauta Janis Krums utilizou seu iphone para postar na internet uma foto do acidente. Além de um link para a foto, Krums postou a seguinte mensagem no Twitter: "Há um avião no [rio] Hudson. Estou numa balsa que está indo resgatar as pessoas. Louco.".
O avião da companhia aérea US Airways levava caiu no leito do rio Hudson, em Nova York, logo após a decolagem. Todas as 155 pessoas que estavam a bordo sobreviveram.
Fonte: AdNews
13.1.09
Adolescente americana envia mais de 14 mil SMS em um mês
Portal Terra
CALIFÓRNIA - Os pais de uma menina de 13 anos na Califórnia tiveram uma grande surpresa ao receber a conta do último mês do celular usado pela filha Reina. A adolescente havia enviado 14.528 mensagens de texto durante o período, segundo informações do jornal americano New York Post.
A primeira reação de Greg Hardesty, pai da menina, foi buscar uma calculadora para ver se aquela quantidade de mensagens enviadas era humanamente possível, contou ao New York Post. O jornal calculou uma média de 484 SMS por dia, ou uma a cada dois minutos, excluindo as horas de sono.
Reina justificou a quantidade de mensagens à família dizendo que estava entediada durante as férias de inverno.
A fatura online da operadora AT&T somou 440 páginas. Hardesty precisaria desembolsar quase US$ 3 mil pelas mensagens, que custam US$ 0,20 cada, mas o plano de celular usado por Reina oferece número ilimitado de SMS por US$ 30 mensais.
Um estudo do instituto de pesquisas Nielsen mostrou que adolescentes americanos enviam em média 1.742 mensagens de texto por mês pelo celular.
Segundo o New York Post, os pais estão sendo mais severos com a adolescente, e agora não permitem que ela envie mensagens após o jantar.
Portal Terra
CALIFÓRNIA - Os pais de uma menina de 13 anos na Califórnia tiveram uma grande surpresa ao receber a conta do último mês do celular usado pela filha Reina. A adolescente havia enviado 14.528 mensagens de texto durante o período, segundo informações do jornal americano New York Post.
A primeira reação de Greg Hardesty, pai da menina, foi buscar uma calculadora para ver se aquela quantidade de mensagens enviadas era humanamente possível, contou ao New York Post. O jornal calculou uma média de 484 SMS por dia, ou uma a cada dois minutos, excluindo as horas de sono.
Reina justificou a quantidade de mensagens à família dizendo que estava entediada durante as férias de inverno.
A fatura online da operadora AT&T somou 440 páginas. Hardesty precisaria desembolsar quase US$ 3 mil pelas mensagens, que custam US$ 0,20 cada, mas o plano de celular usado por Reina oferece número ilimitado de SMS por US$ 30 mensais.
Um estudo do instituto de pesquisas Nielsen mostrou que adolescentes americanos enviam em média 1.742 mensagens de texto por mês pelo celular.
Segundo o New York Post, os pais estão sendo mais severos com a adolescente, e agora não permitem que ela envie mensagens após o jantar.
12.1.09

Motorola lança celular ecológico e reciclável nos Estados Unidos
Redação CORREIO | Foto: Divulgação/Motorola
A Motorola apresentou durante a feira de tecnologia de Las Vegas CES (Consumer Electronic Show), neste fim de semana, um aparelho celular elaborado com garrafas de água recicladas, 100% reciclável. O produto atenderá aos desejos dos consumidores preocupados com a questão ambiental.
Segundo a fabricante norte-americana, 'é o primeiro telefone no mundo neutro em termos de emissão de gás carbônico', afirma a companhia'. Ainda não há previsão para chegada do produto ao Brasil, mas no Estados Unidos estará nas vitrines embalado com material reciclável, por meio da operadora T-Mobile a partir de março
4.1.09
Celular para detectar AIDS
Cientistas da Universidade da Califórnia, Los Angeles, nos EUA, fizeram alterações em um celular Sony-Ericsson comum para transformá-lo em um analisador de sangue portátil que pode detectar doenças a um custo extremamente baixo.
O equipamento poderá salvar muitas vidas em áreas pobres que não podem pagar por equipamentos caros.
Hoje a análise sanguínea necessita de equipamentos grandes de centenas de milhares de dólares ou técnicos especializados para fazer a análise manualmente. As duas coisas não estão disponíveis em muitas áreas da África onde há grande incidência de AIDS e malária, ou mesmo no Brasil onde há epidemia de dengue, por exemplo.
Os pesquisadores criaram um software que analisa amostras de sangue com o uso de câmeras de celulares baratos e comuns e uma fonte de luz filtrada. A chave do programa é a análise de centenas de células de uma só vez, dando o resultado em questão de minutos. Além de fazer diagnósticos de doenças sérias o aparelho possivelmente fará hemogramas que detectam como anemia, infecções, leucemia, etc.
A saliência acima é a fonte de luz que usa um LED com um filtro plástico,escreve o siteWired .
Cientistas da Universidade da Califórnia, Los Angeles, nos EUA, fizeram alterações em um celular Sony-Ericsson comum para transformá-lo em um analisador de sangue portátil que pode detectar doenças a um custo extremamente baixo.
O equipamento poderá salvar muitas vidas em áreas pobres que não podem pagar por equipamentos caros.
Hoje a análise sanguínea necessita de equipamentos grandes de centenas de milhares de dólares ou técnicos especializados para fazer a análise manualmente. As duas coisas não estão disponíveis em muitas áreas da África onde há grande incidência de AIDS e malária, ou mesmo no Brasil onde há epidemia de dengue, por exemplo.
Os pesquisadores criaram um software que analisa amostras de sangue com o uso de câmeras de celulares baratos e comuns e uma fonte de luz filtrada. A chave do programa é a análise de centenas de células de uma só vez, dando o resultado em questão de minutos. Além de fazer diagnósticos de doenças sérias o aparelho possivelmente fará hemogramas que detectam como anemia, infecções, leucemia, etc.
A saliência acima é a fonte de luz que usa um LED com um filtro plástico,escreve o siteWired .
29.12.08
Celular com tecnologia 3G ganha formato de relógio de pulsoTelefone oferece acesso rápido à web e funciona como tocador digital. Aparelho será divulgado na feira de tecnologia CES, em janeiro.
Do G1, com informações da AFP
A fabricante sul-coreana LG apresentou nesta segunda-feira (29) um telefone celular com formato de relógio de pulso. O aparelho tem tecnologia 3G e, por isso, permitirá acesso rápido à internet -- uma câmera embutida possibilita inclusive a realização de videoconferências. Ele também reconhece vozes e funciona como tocador digital de músicas.
O celular tem tela de 1,43 polegada, espessura de 13,9 milímetros e será exibido ao público na feira de tecnologia CES, realizada em janeiro, em Las Vegas, que terá cobertura do G1. O lançamento no mercado europeu está previsto para 2009, mas a companhia ainda não divulgou informações sobre o preço do produto.
Câmera embutida e tecnologia 3G permitem realização de videoconferências.
Do G1, com informações da AFP
A fabricante sul-coreana LG apresentou nesta segunda-feira (29) um telefone celular com formato de relógio de pulso. O aparelho tem tecnologia 3G e, por isso, permitirá acesso rápido à internet -- uma câmera embutida possibilita inclusive a realização de videoconferências. Ele também reconhece vozes e funciona como tocador digital de músicas.
O celular tem tela de 1,43 polegada, espessura de 13,9 milímetros e será exibido ao público na feira de tecnologia CES, realizada em janeiro, em Las Vegas, que terá cobertura do G1. O lançamento no mercado europeu está previsto para 2009, mas a companhia ainda não divulgou informações sobre o preço do produto.
Câmera embutida e tecnologia 3G permitem realização de videoconferências.
17.12.08
Celular será o principal meio de conexão
15 de dezembro de 2008
Com agência France-Presse
Uma pesquisa realizada com 578 especialistas em tecnologia mostrou que em 2020 os telefones celulares serão a principal ferramenta de conexão à internet. Ao mesmo tempo, sistemas de reconhecimento de voz e tela sensível ao toque serão mais comuns.
O levantamento sobre o futuro da internet foi realizado pelo Pew Internet & American Life Project, do Centro de pesquisas Pew, em parceria com a Universidade Elon, na Carolina do Norte (EUA), e ouviu 618 pessoas, além dos especialistas no assunto.
Ao todo, 77% dos especialistas afirmaram estar de acordo com a afirmação de que o telefone será o principal meio de acesso à internet, enquanto 22% se disseram "em desacordo".
"O telefone celular - agora com significativo poder informático - é a conexão à internet primária, e a única possível para grande parte das pessoas em todo o mundo, fornecendo informação de maneira portátil e com boa conexão a um preço relativamente baixo", diz a pesquisa.
Perguntados sobre se "as interfaces de voz e toque serão tecnologias comuns em 2020", 64% dos especialistas disseram quem sim, 21% acham que não e 15% não responderam. Já diante da afirmação de que em 2020 "muitas vidas serão marcadas pelo uso da realidade artificial e virtual", 55% dos especialistas concordaram, contra 30% que não acreditam nisso e 15% que não responderam.
O levantamento é feito anualmente e o resultado completo do último estudo está no site imaginingtheinternet.org.
15 de dezembro de 2008
Com agência France-Presse
Uma pesquisa realizada com 578 especialistas em tecnologia mostrou que em 2020 os telefones celulares serão a principal ferramenta de conexão à internet. Ao mesmo tempo, sistemas de reconhecimento de voz e tela sensível ao toque serão mais comuns.
O levantamento sobre o futuro da internet foi realizado pelo Pew Internet & American Life Project, do Centro de pesquisas Pew, em parceria com a Universidade Elon, na Carolina do Norte (EUA), e ouviu 618 pessoas, além dos especialistas no assunto.
Ao todo, 77% dos especialistas afirmaram estar de acordo com a afirmação de que o telefone será o principal meio de acesso à internet, enquanto 22% se disseram "em desacordo".
"O telefone celular - agora com significativo poder informático - é a conexão à internet primária, e a única possível para grande parte das pessoas em todo o mundo, fornecendo informação de maneira portátil e com boa conexão a um preço relativamente baixo", diz a pesquisa.
Perguntados sobre se "as interfaces de voz e toque serão tecnologias comuns em 2020", 64% dos especialistas disseram quem sim, 21% acham que não e 15% não responderam. Já diante da afirmação de que em 2020 "muitas vidas serão marcadas pelo uso da realidade artificial e virtual", 55% dos especialistas concordaram, contra 30% que não acreditam nisso e 15% que não responderam.
O levantamento é feito anualmente e o resultado completo do último estudo está no site imaginingtheinternet.org.
14.11.08
Africa do sul: usando celulares para combater a AIDS
Publicado originalmente por Juhie Bhatia
Traduzido por dominguezvaleska
A África do Sul encontrou uma nova arma em sua luta contra o HIV/AIDS - os telefones celulares. Uma nova iniciativa enviará mensagens de texto diárias e gratuitas para encorajar os sul-africanos a fazerem o teste e o tratamento da doença.
O projeto, chamado Projeto Masiluleke ou Projeto M, foi anunciado semana passada durante a conferência Pop!Tech 2008, no Maine, EUA. Ele aproveita a popularidade dos telefones celulares na África do Sul, e os utiliza para combater os altos índices de HIV e tuberculose (TB) no país. A primeira parte do projeto enviará ao público em geral aproximadamente um milhão de mensagens de texto gratuitas, todos os dias, durante um ano, incentivando-os a telefonar para centrais de atendimento dedicadas à informar sobre TB e Aids. Essas mensagens serão enviadas na forma de torpedos “Please Call Me”, um tipo de mensagem de texto amplamente utilizada em toda a África.
White African reflete sobre o projeto e sua tecnologia:
“Gustav Praekelt - one of the most knowledgeable mobile phone specialists in Africa - is helping to run the program. It’s done using the 120 character free space in ‘Please Call Me' SMS system that’s used in South Africa. They tack on messages to get people to come to get HIV treatment in private, so that they don’t have to worry about what stigma is attached to that treatment.”
“Gustav Praekelt - um dos mais reconhecidos especialistas em telefonia celular na África - está nos ajudando a conduzir o programa. Ele é feito utilizando o espaço livre para 120 caracteres em sistema SMS do torpedo “Por favor, me ligue” que é usado na África. Eles veiculam mensagens estimulando as pessoas a procurar tratamento para o HIV com privacidade, de forma que elas não precisem se preocupar com qualquer estigma agregado a esse tratamento.”
O estigma, assim como a desinformação, são tidos como as principais razões do baixo número de sul-africanos que fazem o teste e o tratamento para o HIV. De acordo com os organizadores do projeto, apesar de mais ou menos 5,7 milhões de pessoas viverem com o HIV na África do Sul, apenas 5 por cento da população já foi testada para o vírus. A África do Sul também apresenta um dos números mais altos de casos de tuberculose, uma causa de morte comum entre as pessoas com HIV.
O Projeto M foi criado para ajudar a combater ambas as doenças. Ele teve origem no programa Pop!Tech Accelerator, e reúne uma coalisão internacional de parceiros, incluindo iTech, a Fundação Praekelt, frog design, Nokia Siemens Networks e a National Geographic Society. 3 Sheep ressalta que o uso de celulares no projeto mostra o quanto eles estão integrados à cultura sul-africana, acrescentando:
“Many countries do not have an established hardwired infrastructure and are looking to the mobile network as means of mass communication… Previously other media, such as radio, would have been used for such work but the South African project demonstrates the importance of considering all channels for outreach.”
“Muitos países não têm uma infraestrutura de telefonia fixa estabelecida, e estão vendo a rede móvel como um meio para a comunicação em massa… No passado, outros meios, como o rádio, teriam sido utilizados para um trabalho dessa natureza, mas o projeto sul-africano demonstra a importância de considerar todos os canais no esforço para chegar à população”.
Embora esse não seja o primeiro projeto do tipo na África do Sul, os organizadores dizem que ele é o maior uso já feito de telefones celulares para o envio de mensagens sobre saúde. E até agora o projeto tem se mostrado muito promissor. Na fase inicial de testagem, a campanha das mensagens de texto ajudou a triplicar o volume médio de chamadas diárias para o National AIDS Helpline, em Johannesburgo. Se o projeto for bem-sucedido após o lançamento, espera-se que esse modelo possa ser levado para toda a África.
ahellgeth, postando um comentário em African Globalization, acredita que esse projeto tenha um grande potencial.
“Using technology is a great way to get a strong message across to a mass amount of people. The use of text messages offer people to view the message over and over, compared to seeing the message on a commercial or a flyer one time. A text message usually sits in a phones mailbox for a couple of days, allowing that person to go back and view it. I think the message would truly stick with people allowing them to act on it…These texts are PSA’s [public service announcements] for cell phones.”
“Usar a tecnologia é uma ótima forma de passar uma mensagem forte para um grande contingente de pessoas. O uso de mensagens de texto oferece a elas a oportunidade de ver a mesma mensagem muitas e muitas vezes, em contraste com a oportunidade isolada de ver a mensagem num comercial ou num panfleto. É comum que uma mensagem de texto fique armazenada na caixa postal dos celulares por alguns dias, permitindo que aquela pessoa volte e a veja novamente. Acho que a mensagem realmente ficaria na cabeça das pessoas, levando-as a tomar uma atitude… Esses textos são anúncios de utilidade pública para celulares”.
Dave, blogando de Design in Africa, concorda que esse projeto tem muitas probabilidades de sucesso.
“An important issue is being addressed, a simple, easy to understand solution has been designed by combining the resources of stakeholders, there are measurable benefits for people and communities and the cost of the incoming message is free. Brilliant.”
“Um assunto importante está sendo tratado, uma solução simples e fácil de entender foi concebida pela combinação dos recursos de todos os envolvidos no processo, existem benefícios consideráveis para pessoas e comunidades, e o custo da mensagem recebida é nenhum. Brilhante”
Mas lablady, blogando em Wise Advice, acha perturbador que a tecnologia tenha ocupado o lugar principal na luta contra o HIV/AIDS. Ela diz:
“At what point in time did society make it an easier, more obvious and appealing choice for an impoverished population in the grips of an HIV epidemic, to buy a cell phone rather than a condom? I find it paradoxical that technology has now become the default vehicle to initiate what would have been at one time, a grass roots blood testing and education campaign. Is it arrogant of me to wonder why an entire population acquired cell phones before they had access to a successful public health strategy for a preventable disease?”
“Em que momento a sociedade tornou a compra de um celular uma escolha mais fácil, mais óbvia, e mais atraente para os pobres que lutam contra uma epidemia de AIDS, do que a compra de um preservativo? Acho paradoxal que a tecnologia tenha se tornado agora o veículo automático para dar o primeiro passo do que teria sido tempos atrás uma exame de sangue simples e uma campanha educativa. É arrogante da minha parte indagar por que uma população inteira adquiriu telefones celulares antes de ter acesso a uma estratégia de saúde pública bem-sucedida contra uma doença que tem prevenção?”
Catherine Forsythe, blogando em DogReader, acrescenta que essas mensagens podem acabar sendo encaradas como um tipo de “spam de saúde”.
“The question may be ‘how long will this methodology be effective?’ After an initial viewing, these public health messages may be deleted as quickly as the usual text spam.”
“A pergunta talvez seja ‘por quanto tempo essa metodologia será eficiente?' Depois de uma primeira olhada, essas mensagens de saúde pública podem ser apagadas tão rapidamente quanto o spam de texto comum”.
Com certeza, o Projeto M espera outra coisa. Suas fases futuras envolvem a distribuição de kits de testes de HIV que podem ser realizados em casa, o desenvolvimento de “centrais de atendimento virtuais”, e a utilização de mensagens de textos para dar informações personalizadas sobre serviços de saúde aos pacientes em tratamento de AIDS.
http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/13/africa-do-sul-usando-celulares-para-combater-a-aids/
Publicado originalmente por Juhie Bhatia
Traduzido por dominguezvaleska
A África do Sul encontrou uma nova arma em sua luta contra o HIV/AIDS - os telefones celulares. Uma nova iniciativa enviará mensagens de texto diárias e gratuitas para encorajar os sul-africanos a fazerem o teste e o tratamento da doença.
O projeto, chamado Projeto Masiluleke ou Projeto M, foi anunciado semana passada durante a conferência Pop!Tech 2008, no Maine, EUA. Ele aproveita a popularidade dos telefones celulares na África do Sul, e os utiliza para combater os altos índices de HIV e tuberculose (TB) no país. A primeira parte do projeto enviará ao público em geral aproximadamente um milhão de mensagens de texto gratuitas, todos os dias, durante um ano, incentivando-os a telefonar para centrais de atendimento dedicadas à informar sobre TB e Aids. Essas mensagens serão enviadas na forma de torpedos “Please Call Me”, um tipo de mensagem de texto amplamente utilizada em toda a África.
White African reflete sobre o projeto e sua tecnologia:
“Gustav Praekelt - one of the most knowledgeable mobile phone specialists in Africa - is helping to run the program. It’s done using the 120 character free space in ‘Please Call Me' SMS system that’s used in South Africa. They tack on messages to get people to come to get HIV treatment in private, so that they don’t have to worry about what stigma is attached to that treatment.”
“Gustav Praekelt - um dos mais reconhecidos especialistas em telefonia celular na África - está nos ajudando a conduzir o programa. Ele é feito utilizando o espaço livre para 120 caracteres em sistema SMS do torpedo “Por favor, me ligue” que é usado na África. Eles veiculam mensagens estimulando as pessoas a procurar tratamento para o HIV com privacidade, de forma que elas não precisem se preocupar com qualquer estigma agregado a esse tratamento.”
O estigma, assim como a desinformação, são tidos como as principais razões do baixo número de sul-africanos que fazem o teste e o tratamento para o HIV. De acordo com os organizadores do projeto, apesar de mais ou menos 5,7 milhões de pessoas viverem com o HIV na África do Sul, apenas 5 por cento da população já foi testada para o vírus. A África do Sul também apresenta um dos números mais altos de casos de tuberculose, uma causa de morte comum entre as pessoas com HIV.
O Projeto M foi criado para ajudar a combater ambas as doenças. Ele teve origem no programa Pop!Tech Accelerator, e reúne uma coalisão internacional de parceiros, incluindo iTech, a Fundação Praekelt, frog design, Nokia Siemens Networks e a National Geographic Society. 3 Sheep ressalta que o uso de celulares no projeto mostra o quanto eles estão integrados à cultura sul-africana, acrescentando:
“Many countries do not have an established hardwired infrastructure and are looking to the mobile network as means of mass communication… Previously other media, such as radio, would have been used for such work but the South African project demonstrates the importance of considering all channels for outreach.”
“Muitos países não têm uma infraestrutura de telefonia fixa estabelecida, e estão vendo a rede móvel como um meio para a comunicação em massa… No passado, outros meios, como o rádio, teriam sido utilizados para um trabalho dessa natureza, mas o projeto sul-africano demonstra a importância de considerar todos os canais no esforço para chegar à população”.
Embora esse não seja o primeiro projeto do tipo na África do Sul, os organizadores dizem que ele é o maior uso já feito de telefones celulares para o envio de mensagens sobre saúde. E até agora o projeto tem se mostrado muito promissor. Na fase inicial de testagem, a campanha das mensagens de texto ajudou a triplicar o volume médio de chamadas diárias para o National AIDS Helpline, em Johannesburgo. Se o projeto for bem-sucedido após o lançamento, espera-se que esse modelo possa ser levado para toda a África.
ahellgeth, postando um comentário em African Globalization, acredita que esse projeto tenha um grande potencial.
“Using technology is a great way to get a strong message across to a mass amount of people. The use of text messages offer people to view the message over and over, compared to seeing the message on a commercial or a flyer one time. A text message usually sits in a phones mailbox for a couple of days, allowing that person to go back and view it. I think the message would truly stick with people allowing them to act on it…These texts are PSA’s [public service announcements] for cell phones.”
“Usar a tecnologia é uma ótima forma de passar uma mensagem forte para um grande contingente de pessoas. O uso de mensagens de texto oferece a elas a oportunidade de ver a mesma mensagem muitas e muitas vezes, em contraste com a oportunidade isolada de ver a mensagem num comercial ou num panfleto. É comum que uma mensagem de texto fique armazenada na caixa postal dos celulares por alguns dias, permitindo que aquela pessoa volte e a veja novamente. Acho que a mensagem realmente ficaria na cabeça das pessoas, levando-as a tomar uma atitude… Esses textos são anúncios de utilidade pública para celulares”.
Dave, blogando de Design in Africa, concorda que esse projeto tem muitas probabilidades de sucesso.
“An important issue is being addressed, a simple, easy to understand solution has been designed by combining the resources of stakeholders, there are measurable benefits for people and communities and the cost of the incoming message is free. Brilliant.”
“Um assunto importante está sendo tratado, uma solução simples e fácil de entender foi concebida pela combinação dos recursos de todos os envolvidos no processo, existem benefícios consideráveis para pessoas e comunidades, e o custo da mensagem recebida é nenhum. Brilhante”
Mas lablady, blogando em Wise Advice, acha perturbador que a tecnologia tenha ocupado o lugar principal na luta contra o HIV/AIDS. Ela diz:
“At what point in time did society make it an easier, more obvious and appealing choice for an impoverished population in the grips of an HIV epidemic, to buy a cell phone rather than a condom? I find it paradoxical that technology has now become the default vehicle to initiate what would have been at one time, a grass roots blood testing and education campaign. Is it arrogant of me to wonder why an entire population acquired cell phones before they had access to a successful public health strategy for a preventable disease?”
“Em que momento a sociedade tornou a compra de um celular uma escolha mais fácil, mais óbvia, e mais atraente para os pobres que lutam contra uma epidemia de AIDS, do que a compra de um preservativo? Acho paradoxal que a tecnologia tenha se tornado agora o veículo automático para dar o primeiro passo do que teria sido tempos atrás uma exame de sangue simples e uma campanha educativa. É arrogante da minha parte indagar por que uma população inteira adquiriu telefones celulares antes de ter acesso a uma estratégia de saúde pública bem-sucedida contra uma doença que tem prevenção?”
Catherine Forsythe, blogando em DogReader, acrescenta que essas mensagens podem acabar sendo encaradas como um tipo de “spam de saúde”.
“The question may be ‘how long will this methodology be effective?’ After an initial viewing, these public health messages may be deleted as quickly as the usual text spam.”
“A pergunta talvez seja ‘por quanto tempo essa metodologia será eficiente?' Depois de uma primeira olhada, essas mensagens de saúde pública podem ser apagadas tão rapidamente quanto o spam de texto comum”.
Com certeza, o Projeto M espera outra coisa. Suas fases futuras envolvem a distribuição de kits de testes de HIV que podem ser realizados em casa, o desenvolvimento de “centrais de atendimento virtuais”, e a utilização de mensagens de textos para dar informações personalizadas sobre serviços de saúde aos pacientes em tratamento de AIDS.
http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/13/africa-do-sul-usando-celulares-para-combater-a-aids/
27.10.08
Twitter cresce 343% em apenas um ano nos Estados Unidos
O MySpace pode ser o primeiro, mas não há uma rede social crescendo tanto nos Estados Unidos como o Twitter.
Dados da Nielsen Online nesta quinta-feira (22/10) apontam que o serviço de microblogging de Evan Willians teve aumento de 343% na audiência única em um ano.
Em setembro de 2007, foram 533 mil usuários únicos. No mês passado, o número saltou para 2,3 milhões de visitantes.
O Tagged.com e seus métodos pouco éticos de divulgação (que transformam a caixa de e-mails do usuário em catálogo para spam sem consentimento) aparece na segunda posição, com aumento de 330%.
Ning (251% para 2,9 mi de usuários), LinkedIn (193% para 11,9 mi de usuários) e Last.FM (121% para 1,8 mi de usuários) seguem logo atrás.
Mesmo com o aumento vertiginoso de usuários, o Twitter nem na lista das 10 maiores redes sociais nos EUA aparece.
O trono permanece nas mãos do MySpace (59 milhões), com confortáveis 20 milhões de usuários a mais que o Facebook (39 milhões) - os dados deixam claro que, ao contrário do mercado internacional, o Facebook terá que suar para passar o MySpace dentro de casa.
Absolutamente desconhecido no Brasil, o Classmates Online (17 milhões), que aproxima ex-colegas de colégio ou faculdade, está na terceira posição, seguido por LinkedIn (11,9 milhões) e Windows Live Spaces (9,1 milhões).
Publicado por Guilherme Felitti, às 12h50 no IDG
O MySpace pode ser o primeiro, mas não há uma rede social crescendo tanto nos Estados Unidos como o Twitter.
Dados da Nielsen Online nesta quinta-feira (22/10) apontam que o serviço de microblogging de Evan Willians teve aumento de 343% na audiência única em um ano.
Em setembro de 2007, foram 533 mil usuários únicos. No mês passado, o número saltou para 2,3 milhões de visitantes.
O Tagged.com e seus métodos pouco éticos de divulgação (que transformam a caixa de e-mails do usuário em catálogo para spam sem consentimento) aparece na segunda posição, com aumento de 330%.
Ning (251% para 2,9 mi de usuários), LinkedIn (193% para 11,9 mi de usuários) e Last.FM (121% para 1,8 mi de usuários) seguem logo atrás.
Mesmo com o aumento vertiginoso de usuários, o Twitter nem na lista das 10 maiores redes sociais nos EUA aparece.
O trono permanece nas mãos do MySpace (59 milhões), com confortáveis 20 milhões de usuários a mais que o Facebook (39 milhões) - os dados deixam claro que, ao contrário do mercado internacional, o Facebook terá que suar para passar o MySpace dentro de casa.
Absolutamente desconhecido no Brasil, o Classmates Online (17 milhões), que aproxima ex-colegas de colégio ou faculdade, está na terceira posição, seguido por LinkedIn (11,9 milhões) e Windows Live Spaces (9,1 milhões).
Publicado por Guilherme Felitti, às 12h50 no IDG
13.10.08
Celular é o dispositivo mais importante para 85% dos jovens brasileiros
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 13 de outubro de 2008 às 11h30
São Paulo - Estudo da Motorola com cinco países mostra que mulheres, no geral, consideram celular mais importante do que os homens.
O celular é o dispositivo móvel mais importante da vida de 85% dos jovens do Brasil e da China, revelou pesquisa da Motorola nesta segunda-feira (13/10).
O aparelho também é considerado o mais significativo no universo de 78% dos jovens da Coréia do Sul, 79% dos norte-americanos e 74% dos entrevistados do Reino Unido.
Segundo o levantamento entre jovens com idade de 16 a 27 anos, as mulheres consideram o celular mais importante que os homens - 84% contra 77%, respectivamente.
Quando questionados quanto às inovações que esperam em seus aparelhos nos próximos 25 anos, 28% dos nativos digitais do Brasil, 27% dos EUA e 31% do Reino Unido esperam inovações em entretenimento.
Os chineses mostram interesse na área de finanças e tecnologia domiciliar, como sistemas de alarme (23%), enquanto ferramentas para sala de aula e escritório combinadas ao celular são preferência dos EUA (26%), Brasil (28%) e Coréia do Sul (29%).
No futuro, os celulares afetarão positivamente os relacionamentos pessoais, na opinião de 69% dos jovens entrevistados no Brasil e 48% na Coréia do Sul.
Já nos EUA, os jovens vêem os dispositivos móveis como impulsionadores no acesso a notícias (79%), enquanto na China, 68% pensam que o aparelho beneficiará a segurança e privacidade.
O país mais propenso a comprar pelo celular é a China - 58% fariam compras em lojas virtuais pelo dispositivo móvel. No Brasil, 54% dos jovens afirmam propensão a esta prática, contra 49% nos EUA e 43% no Reino Unido.
A pesquisa foi efetuada por meio de questionário online com 2.361 jovens dos cinco países, na faixa etária entre 16 e 27 anos de idade, em parceria com a e-Rewards® Market Research.
Por Redação do IDG Now!
Publicada em 13 de outubro de 2008 às 11h30
São Paulo - Estudo da Motorola com cinco países mostra que mulheres, no geral, consideram celular mais importante do que os homens.
O celular é o dispositivo móvel mais importante da vida de 85% dos jovens do Brasil e da China, revelou pesquisa da Motorola nesta segunda-feira (13/10).
O aparelho também é considerado o mais significativo no universo de 78% dos jovens da Coréia do Sul, 79% dos norte-americanos e 74% dos entrevistados do Reino Unido.
Segundo o levantamento entre jovens com idade de 16 a 27 anos, as mulheres consideram o celular mais importante que os homens - 84% contra 77%, respectivamente.
Quando questionados quanto às inovações que esperam em seus aparelhos nos próximos 25 anos, 28% dos nativos digitais do Brasil, 27% dos EUA e 31% do Reino Unido esperam inovações em entretenimento.
Os chineses mostram interesse na área de finanças e tecnologia domiciliar, como sistemas de alarme (23%), enquanto ferramentas para sala de aula e escritório combinadas ao celular são preferência dos EUA (26%), Brasil (28%) e Coréia do Sul (29%).
No futuro, os celulares afetarão positivamente os relacionamentos pessoais, na opinião de 69% dos jovens entrevistados no Brasil e 48% na Coréia do Sul.
Já nos EUA, os jovens vêem os dispositivos móveis como impulsionadores no acesso a notícias (79%), enquanto na China, 68% pensam que o aparelho beneficiará a segurança e privacidade.
O país mais propenso a comprar pelo celular é a China - 58% fariam compras em lojas virtuais pelo dispositivo móvel. No Brasil, 54% dos jovens afirmam propensão a esta prática, contra 49% nos EUA e 43% no Reino Unido.
A pesquisa foi efetuada por meio de questionário online com 2.361 jovens dos cinco países, na faixa etária entre 16 e 27 anos de idade, em parceria com a e-Rewards® Market Research.
28.9.08
Nos Estados Unidos, usuários mandam mais SMS do que fazem ligações.
28 de Setembro de 2008
Pesquisa realizada pela Nielsen Mobile demonstra que os usuários norte-americanos enviam/recebem 357 SMS por mês e recebem/fazem 204 ligações por mês. Os dados são referentes ao segundo trimestre de 2008.
Enquanto os números de ligações se mantiveram no mesmo patamar, o fluxo de mensagens subiu mais de 450% de dois anos para cá. Este é o terceiro semestre consecutivo que a média de mensagens trafegadas é maior que a de ligações.
Os resultados são medidos a partir de uma base opt-in de 50.000 clientes que possuem contas pós-pagas. Os clientes dessa base pertencem às quatro maiores operadoras do país. Além desses dados gerais, vale ressaltar outros dois:
- O público teen (13 a 17) envia/recebe em média 1.742 SMS por mês e faze/recebe 231 ligações por mês.
Nielsen Mobile Brasil
28 de Setembro de 2008
Pesquisa realizada pela Nielsen Mobile demonstra que os usuários norte-americanos enviam/recebem 357 SMS por mês e recebem/fazem 204 ligações por mês. Os dados são referentes ao segundo trimestre de 2008.
Enquanto os números de ligações se mantiveram no mesmo patamar, o fluxo de mensagens subiu mais de 450% de dois anos para cá. Este é o terceiro semestre consecutivo que a média de mensagens trafegadas é maior que a de ligações.
Os resultados são medidos a partir de uma base opt-in de 50.000 clientes que possuem contas pós-pagas. Os clientes dessa base pertencem às quatro maiores operadoras do país. Além desses dados gerais, vale ressaltar outros dois:
- O público teen (13 a 17) envia/recebe em média 1.742 SMS por mês e faze/recebe 231 ligações por mês.
Nielsen Mobile Brasil
25.8.08
Festival de Filmes de Celular premia produções de até 3 minutos em Gramado
LUANA VILLAC
colaboração para a Folha de S.Paulo, em Gramado (RS)
Uma idéia na cabeça e um celular na mão. Bastava isso para participar da primeira edição do Festival de Filmes de Celular, realizado durante o 16º Gramado Cine Vídeo. O evento premiou produções audiovisuais com duração máxima de até três minutos realizadas por aparelhos celulares.
O festival gaúcho recebeu mais de 150 inscrições de todo o país. Foram selecionados dez trabalhos, que tiveram apresentação em uma mostra não-competitiva, e três finalistas para a mostra competitiva. Estes foram avaliados por um júri popular, que votou por SMS ou pela internet, e pelo júri oficial.
Divulgação
Gramado Cine Vídeo realizou pela primeira vez a premiação de filmes de celular
A catarinense Gabriela Dreher, 27, foi uma das três finalistas com o trabalho "Turbo Triece", animação que tem um bebê como protagonista. Ilustradora e animadora, ela fez o filme em flash, no computador, e exportou para o telefone móvel. "Foi tudo muito intuitivo, me imaginei como público e fui fazendo", conta.
Para Gabriela, que já foi premiada no Anima Mundi, a animação em celular tem algumas especificidades. "Devido ao formato da tela, o melhor é abusar do close". Mas ela garante que qualquer um pode se aventurar a brincar de diretor. "Basta saber apertar o botão e fazer."
A animação "A Chamada", do paulistano Luiz Porta, 27, foi também finalista. Segundo Luiz, o segredo do formato é usar poucos detalhes e trabalhar bem as cores. "Como o display é pequeno, o importante é ser bastante objetivo."
A grande vencedora do evento, que levou os prêmios dos júris popular e oficial, foi Leila Dias, de Palmas, Tocantins. Ela participou da competição com dois filmes --"Todas as Línguas" e "Basta um Pé e uma Mão", este último o vencedor dos Galgos de Ouro. Ambos foram feitos dentro do projeto "Telinha de Cinema", que oferece oficinas de cinema a jovens e idosos.
Enquanto "Basta um Pé e uma Mão" foi o resultado de um workshop com a terceira idade, o mini-documentário "Todas as Línguas", que aborda a diversidade religiosa, foi realizado por um grupo de estudantes de 13 a 18 anos, da rede pública de Palmas. Merk Miranda, 16, uma das participantes, cresceu num assentamento rural e conheceu o cinema através da tela do celular, ao participar do projeto.
"É maravilhoso saber que eu trabalhei na produção de um filme." Para Leila, a grande vantagem do uso dos telefones móveis na produção cinematográfica é o custo. "O celular realmente democratizou o acesso à tecnologia".
A jornalista LUANA VILLAC viajou a convite da organização do evento.
LUANA VILLAC
colaboração para a Folha de S.Paulo, em Gramado (RS)
Uma idéia na cabeça e um celular na mão. Bastava isso para participar da primeira edição do Festival de Filmes de Celular, realizado durante o 16º Gramado Cine Vídeo. O evento premiou produções audiovisuais com duração máxima de até três minutos realizadas por aparelhos celulares.
O festival gaúcho recebeu mais de 150 inscrições de todo o país. Foram selecionados dez trabalhos, que tiveram apresentação em uma mostra não-competitiva, e três finalistas para a mostra competitiva. Estes foram avaliados por um júri popular, que votou por SMS ou pela internet, e pelo júri oficial.
Divulgação
Gramado Cine Vídeo realizou pela primeira vez a premiação de filmes de celular
A catarinense Gabriela Dreher, 27, foi uma das três finalistas com o trabalho "Turbo Triece", animação que tem um bebê como protagonista. Ilustradora e animadora, ela fez o filme em flash, no computador, e exportou para o telefone móvel. "Foi tudo muito intuitivo, me imaginei como público e fui fazendo", conta.
Para Gabriela, que já foi premiada no Anima Mundi, a animação em celular tem algumas especificidades. "Devido ao formato da tela, o melhor é abusar do close". Mas ela garante que qualquer um pode se aventurar a brincar de diretor. "Basta saber apertar o botão e fazer."
A animação "A Chamada", do paulistano Luiz Porta, 27, foi também finalista. Segundo Luiz, o segredo do formato é usar poucos detalhes e trabalhar bem as cores. "Como o display é pequeno, o importante é ser bastante objetivo."
A grande vencedora do evento, que levou os prêmios dos júris popular e oficial, foi Leila Dias, de Palmas, Tocantins. Ela participou da competição com dois filmes --"Todas as Línguas" e "Basta um Pé e uma Mão", este último o vencedor dos Galgos de Ouro. Ambos foram feitos dentro do projeto "Telinha de Cinema", que oferece oficinas de cinema a jovens e idosos.
Enquanto "Basta um Pé e uma Mão" foi o resultado de um workshop com a terceira idade, o mini-documentário "Todas as Línguas", que aborda a diversidade religiosa, foi realizado por um grupo de estudantes de 13 a 18 anos, da rede pública de Palmas. Merk Miranda, 16, uma das participantes, cresceu num assentamento rural e conheceu o cinema através da tela do celular, ao participar do projeto.
"É maravilhoso saber que eu trabalhei na produção de um filme." Para Leila, a grande vantagem do uso dos telefones móveis na produção cinematográfica é o custo. "O celular realmente democratizou o acesso à tecnologia".
A jornalista LUANA VILLAC viajou a convite da organização do evento.
23.6.08
Celular é o novo aliado na organização de protestos
Publicado em: Valor Econômico
16/06/2008
"Praça de Mayo 20h. Caçarolaço. A favor do campo, contra a corrupção kirchnerista. Passe adiante - Argentina precisa de você". Milhares de pessoas em Buenos Aires receberam essa mensagem em seus celulares em 25 de março, por volta de 19 horas. Foi logo depois de um discurso da presidente Cristina Kirchner em que ela criticou duramente uma greve dos agricultores que havia começado uma semana antes - e até hoje não terminou.
Apenas três horas após o discurso, a emblemática Praça de Mayo, que fica em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino, estava lotada de gente batendo panelas, carregando bandeiras, cantando palavras de ordem em manifestação de apoio ao campo, contra o governo. Eles dividiam o espaço com centenas de opositores, a favor do governo e contra o campo, que também se mobilizaram com a rapidez de um relâmpago.
Rafael Escalante, 22 anos, formado em ciência política pela Universidade de Buenos Aires, foi um dos que receberam a mensagem de convocação ao caçarolaço, quando saía do trabalho. "Recebi mensagens no celular e fui à manifestação na Praça de Maio, mas não por causa das mensagens, fui porque estava na rua e vi todo mundo indo para lá", conta Rafael.
O historiador Ignacio Bracht, de 52 anos, disse que recebeu cerca de cinco mensagens para o protesto daquela noite e continuou recebendo para manifestações posteriores, em outros locais e datas, a maioria a favor dos agricultores. Bracht admite ter pouca afinidade com a tecnologia e que decididamente não está no grupo de aficcionados que passam horas na frente de um computador. Mas desde que descobriu a mensagem de texto no celular tem sido seu meio favorito de comunicação. "É um meio eficiente para difundir uma idéia ou mobilização."
Não precisa muito para os argentinos armarem uma manifestação pública. Passeatas interrompendo as ruas fazem parte da paisagem de Buenos Aires e todos os dias há pelo menos um protesto. Há dias em que são vários, simultâneos, em diversos pontos da cidade, tornando o trânsito um caos.
A novidade é que de um ano e meio para cá eles estão se mobilizando cada vez mais rápido graças à ajuda da tecnologia com mensagens de texto, correios eletrônicos, blogs e o próprio celular. A Argentina é o país com o maior índice de acesso à telefonia celular da América do Sul. Estatísticas da Comissão Nacional de Comunicações e da União Internacional de Telecomunicações indicam que há quase um celular por pessoa na Argentina contra 0,83 nos EUA e no Brasil.
Javier Jayo, secretário especial da Confederação Agrária Argentina (CRA), confirma que o celular é um dos instrumentos que os agricultores em greve têm usado para chamar seus colegas nas fazendas vizinhas. De pontos remotos em meio às extensas lavouras de soja, milho e girassol, eles se comunicam e saem juntos às estradas que margeiam as fazendas. "Nós (da CRA) não os convocamos, a maioria são auto-convocados que se mobilizam e vão para as estradas protestar", disse Jayo ao Valor.
Os meios eletrônicos também têm ajudado a mobilizar os funcionários do Indec, o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, diz a socióloga Carolina Ocar, pesquisadora da área de estudos populacionais. Delegada do ATE, um dos dois principais sindicatos de funcionários públicos do país, Carolina faz parte de uma comissão que se encarrega de organizar os movimentos coletivos do sindicato.
Há quase um ano e meio, o Indec sofreu uma intervenção do governo Kirchner, com a demissão de toda a diretoria e deslocamento de parte dos funcionários para outros ministérios. O sindicato denuncia que os índices (principalmente o de inflação) estão sendo manipulados pela nova diretoria para parecerem melhores do que são.
Em protesto contra a intervenção, os funcionários organizados pelo ATE fazem semanalmente um "abraço" ao prédio do órgão no centro de Buenos Aires. Além disso, promovem reuniões em universidades e nas portas dos ministérios, do Congresso Nacional e até de supermercados. A divulgação dos eventos usa instrumentos tradicionais como panfletos e adesivos em papel. Mas cada vez mais se usa a técnica de "subir" panfletos a diferentes blogs e sites na internet. As mensagens de texto e correios eletrônicos chegam não só a todos os cerca de 1.400 funcionários (a maioria filiada a outro sindicato) mas também para uma lista de 1.600 contatos que incluem organizações sociais e políticas, jornalistas, centros estudantis e outros sindicatos, diz Carolina.
Existem razões históricas para que os argentinos sejam tão mobilizados e protestadores, diz a socióloga do Indec. "Tivemos forte influência dos imigrantes italianos e espanhóis que vieram para cá nos séculos XIX e XX - a maioria deles anarquistas, socialistas e comunistas em seus países de origem", explica Carolina, frisando que esta é uma característica da capital, que não se repete no interior.
Mas a propensão ao protesto se acentuou muito depois da crise de 2002, diz a cientista política Gabriela Da Mata, professora na Universidade de San Martín. "Em geral, as mobilizações desde 2003 são respostas a políticas do governo e do Estado. Nos anos 90, os protestos denunciavam e/ou expressavam a ausência do Estado em dimensões básicas da vida social." Gabriela minimiza o poder de mobilização dos meios eletrônicos. "Os meios eletrônicos têm contribuído para a organização de protestos. Mas não são indispensáveis na gestação de uma mobilização", afirma.
Link para a notícia:
http://www.ritla.net/index.php?option=com_content&task=view&id=3517&Itemid=170
Publicado em: Valor Econômico
16/06/2008
"Praça de Mayo 20h. Caçarolaço. A favor do campo, contra a corrupção kirchnerista. Passe adiante - Argentina precisa de você". Milhares de pessoas em Buenos Aires receberam essa mensagem em seus celulares em 25 de março, por volta de 19 horas. Foi logo depois de um discurso da presidente Cristina Kirchner em que ela criticou duramente uma greve dos agricultores que havia começado uma semana antes - e até hoje não terminou.
Apenas três horas após o discurso, a emblemática Praça de Mayo, que fica em frente à Casa Rosada, sede do governo argentino, estava lotada de gente batendo panelas, carregando bandeiras, cantando palavras de ordem em manifestação de apoio ao campo, contra o governo. Eles dividiam o espaço com centenas de opositores, a favor do governo e contra o campo, que também se mobilizaram com a rapidez de um relâmpago.
Rafael Escalante, 22 anos, formado em ciência política pela Universidade de Buenos Aires, foi um dos que receberam a mensagem de convocação ao caçarolaço, quando saía do trabalho. "Recebi mensagens no celular e fui à manifestação na Praça de Maio, mas não por causa das mensagens, fui porque estava na rua e vi todo mundo indo para lá", conta Rafael.
O historiador Ignacio Bracht, de 52 anos, disse que recebeu cerca de cinco mensagens para o protesto daquela noite e continuou recebendo para manifestações posteriores, em outros locais e datas, a maioria a favor dos agricultores. Bracht admite ter pouca afinidade com a tecnologia e que decididamente não está no grupo de aficcionados que passam horas na frente de um computador. Mas desde que descobriu a mensagem de texto no celular tem sido seu meio favorito de comunicação. "É um meio eficiente para difundir uma idéia ou mobilização."
Não precisa muito para os argentinos armarem uma manifestação pública. Passeatas interrompendo as ruas fazem parte da paisagem de Buenos Aires e todos os dias há pelo menos um protesto. Há dias em que são vários, simultâneos, em diversos pontos da cidade, tornando o trânsito um caos.
A novidade é que de um ano e meio para cá eles estão se mobilizando cada vez mais rápido graças à ajuda da tecnologia com mensagens de texto, correios eletrônicos, blogs e o próprio celular. A Argentina é o país com o maior índice de acesso à telefonia celular da América do Sul. Estatísticas da Comissão Nacional de Comunicações e da União Internacional de Telecomunicações indicam que há quase um celular por pessoa na Argentina contra 0,83 nos EUA e no Brasil.
Javier Jayo, secretário especial da Confederação Agrária Argentina (CRA), confirma que o celular é um dos instrumentos que os agricultores em greve têm usado para chamar seus colegas nas fazendas vizinhas. De pontos remotos em meio às extensas lavouras de soja, milho e girassol, eles se comunicam e saem juntos às estradas que margeiam as fazendas. "Nós (da CRA) não os convocamos, a maioria são auto-convocados que se mobilizam e vão para as estradas protestar", disse Jayo ao Valor.
Os meios eletrônicos também têm ajudado a mobilizar os funcionários do Indec, o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos, diz a socióloga Carolina Ocar, pesquisadora da área de estudos populacionais. Delegada do ATE, um dos dois principais sindicatos de funcionários públicos do país, Carolina faz parte de uma comissão que se encarrega de organizar os movimentos coletivos do sindicato.
Há quase um ano e meio, o Indec sofreu uma intervenção do governo Kirchner, com a demissão de toda a diretoria e deslocamento de parte dos funcionários para outros ministérios. O sindicato denuncia que os índices (principalmente o de inflação) estão sendo manipulados pela nova diretoria para parecerem melhores do que são.
Em protesto contra a intervenção, os funcionários organizados pelo ATE fazem semanalmente um "abraço" ao prédio do órgão no centro de Buenos Aires. Além disso, promovem reuniões em universidades e nas portas dos ministérios, do Congresso Nacional e até de supermercados. A divulgação dos eventos usa instrumentos tradicionais como panfletos e adesivos em papel. Mas cada vez mais se usa a técnica de "subir" panfletos a diferentes blogs e sites na internet. As mensagens de texto e correios eletrônicos chegam não só a todos os cerca de 1.400 funcionários (a maioria filiada a outro sindicato) mas também para uma lista de 1.600 contatos que incluem organizações sociais e políticas, jornalistas, centros estudantis e outros sindicatos, diz Carolina.
Existem razões históricas para que os argentinos sejam tão mobilizados e protestadores, diz a socióloga do Indec. "Tivemos forte influência dos imigrantes italianos e espanhóis que vieram para cá nos séculos XIX e XX - a maioria deles anarquistas, socialistas e comunistas em seus países de origem", explica Carolina, frisando que esta é uma característica da capital, que não se repete no interior.
Mas a propensão ao protesto se acentuou muito depois da crise de 2002, diz a cientista política Gabriela Da Mata, professora na Universidade de San Martín. "Em geral, as mobilizações desde 2003 são respostas a políticas do governo e do Estado. Nos anos 90, os protestos denunciavam e/ou expressavam a ausência do Estado em dimensões básicas da vida social." Gabriela minimiza o poder de mobilização dos meios eletrônicos. "Os meios eletrônicos têm contribuído para a organização de protestos. Mas não são indispensáveis na gestação de uma mobilização", afirma.
Link para a notícia:
http://www.ritla.net/index.php?option=com_content&task=view&id=3517&Itemid=170
16.6.08
Celular será porta de entrada para internet, diz "pai" da rede
da Folha Online
Em entrevista publicada pelo jornal francês "Le Monde" e reproduzida pelo caderno Mais deste domingo, o evangelista-chefe do Google, Vinton Gray Cerf, afirma que, para grande parte da população, o primeiro contato com a internet virá pelo celular e prevê um novo conceito para definir a rede.
Cerf prega a disseminação da internet. Esse é seu cargo na corporação Google, líder nesse mercado: evangelista-chefe de internet, além de vice-presidente. Mas Cerf, 64, é mais conhecido como pai da internet, por haver criado, com Robert Kahn, os protocolos TCP/IP, parte da estrutura básica de funcionamento da rede mundial --em breve interplanetária, se depender dele-- de computadores.
Leia abaixo trechos da entrevista. A íntegra está disponível para assinantes da Folha e do UOL.
PERGUNTA - O sr. fez parte do grupo que conceituou a internet. Como vê a evolução da rede mundial?
VINTON CERF - Hoje em dia, muito mais gente tenta inovar na internet. Para descrever seu modo de evolução atual, muitas vezes recorro ao modelo do formigueiro. Caso você observe duas ou três formigas ao longo de todo um dia, é provável que pouco aconteça de interessante. Mas há milhões delas no formigueiro. E, a cada dia, uma ou duas formigas descobrem alguma coisa que beneficiará todas. A internet funciona assim.
Com quase 1,3 bilhão de usuários , o equivalente a cerca de 20% da população mundial, novas experiências são realizadas a cada dia.
Fico sempre um pouco febril ao ler as páginas de negócios da imprensa, porque muitas vezes descubro ali que alguém inventou um novo uso para a internet, ao qual teremos de nos adaptar, uma vez mais.
PERGUNTA - Como a web 2.0 contribui para novos usos da rede (blogs, chats, trocas de arquivo)?
CERF - A meu ver, o termo 'web 2.0' é basicamente um slogan de marketing. Dá a entender que uma nova geração da web apareceu.
Acredito, em lugar disso, que a internet se transforma de acordo com um modelo de coevolução. Interage com tudo que a cerca e, então, se adapta. As novas aplicações levam a rede aos seus limites e forçam a criação de novas soluções técnicas.
Isso posto, devo reconhecer que certas inovações associadas à web 2.0 são um fato. No passado, os primeiros sistemas de troca de informações entre empresas não funcionavam bem por falta de padronização --e foi isso exatamente que a web 2.0 veio a fornecer.
E o avanço chegou em um bom momento. Nos EUA, os grandes investimentos realizados para enfrentar o bug do milênio, antes de 2000, permitiram automatizar a atividade interna das empresas.
Resta efetuar a etapa seguinte: automatizar o intercâmbio de informações entre empresas. E que melhor ferramenta para isso do que a internet?
PERGUNTA - E quanto ao comércio eletrônico?
CERF -Tomemos por exemplo uma empresa que disponha de uma lista de apartamentos para alugar em Dallas, no Texas.
Ela pode inserir essas informações no Google Maps. Quando uma pessoa está procurando casa, o banco de dados da imobiliária mostra todos os apartamentos que atendam aos critérios especificados.
Uma empresa assim estaria utilizando os recursos da web para aumentar o valor de suas informações.
PERGUNTA - Podemos esperar aplicações semelhantes para celulares?
CERF - Com certeza. Trata-se de um objeto que a pessoa carrega aonde quer que vá. Pode-se, nesse caso, apresentar perguntas que não fariam sentido caso o sistema de informação associado desconhecesse sua localização. Procurar o cinema mais próximo, por exemplo.
Os aparelhos móveis abrem as portas à obtenção de informações geograficamente indexadas de grande valor. Já existem 3 bilhões de celulares no mundo, dos quais 15% são capazes de acesso à internet, ou seja, quase meio bilhão de aparelhos. No futuro, para fração significativa da população, o primeiro contato com a internet acontecerá via celular, e não pelo computador.
PERGUNTA - Usar o celular torna menos confortável a utilização da internet?
CERF - À primeira vista, sim. A tela não tem tamanho parecido. Quanto ao teclado, seria ótimo se nós tivéssemos dez centímetros de altura. Mas quase todos nós somos maiores.
É preciso, assim, imaginar novas práticas. O celular que possa detectar a presença de uma tela de computador no local - não haveria motivo para que a informação não pudesse ser transmitida para ela e exibida. O mesmo vale para um teclado sem fio.
As pessoas estão tão acostumadas a usar a internet com um aparelho por vez que nem imaginam que um celular poderia se tornar o coração de uma pequena rede.
Tradução de Paulo Migliacci
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u412746.shtml
da Folha Online
Em entrevista publicada pelo jornal francês "Le Monde" e reproduzida pelo caderno Mais deste domingo, o evangelista-chefe do Google, Vinton Gray Cerf, afirma que, para grande parte da população, o primeiro contato com a internet virá pelo celular e prevê um novo conceito para definir a rede.
Cerf prega a disseminação da internet. Esse é seu cargo na corporação Google, líder nesse mercado: evangelista-chefe de internet, além de vice-presidente. Mas Cerf, 64, é mais conhecido como pai da internet, por haver criado, com Robert Kahn, os protocolos TCP/IP, parte da estrutura básica de funcionamento da rede mundial --em breve interplanetária, se depender dele-- de computadores.
Leia abaixo trechos da entrevista. A íntegra está disponível para assinantes da Folha e do UOL.
PERGUNTA - O sr. fez parte do grupo que conceituou a internet. Como vê a evolução da rede mundial?
VINTON CERF - Hoje em dia, muito mais gente tenta inovar na internet. Para descrever seu modo de evolução atual, muitas vezes recorro ao modelo do formigueiro. Caso você observe duas ou três formigas ao longo de todo um dia, é provável que pouco aconteça de interessante. Mas há milhões delas no formigueiro. E, a cada dia, uma ou duas formigas descobrem alguma coisa que beneficiará todas. A internet funciona assim.
Com quase 1,3 bilhão de usuários , o equivalente a cerca de 20% da população mundial, novas experiências são realizadas a cada dia.
Fico sempre um pouco febril ao ler as páginas de negócios da imprensa, porque muitas vezes descubro ali que alguém inventou um novo uso para a internet, ao qual teremos de nos adaptar, uma vez mais.
PERGUNTA - Como a web 2.0 contribui para novos usos da rede (blogs, chats, trocas de arquivo)?
CERF - A meu ver, o termo 'web 2.0' é basicamente um slogan de marketing. Dá a entender que uma nova geração da web apareceu.
Acredito, em lugar disso, que a internet se transforma de acordo com um modelo de coevolução. Interage com tudo que a cerca e, então, se adapta. As novas aplicações levam a rede aos seus limites e forçam a criação de novas soluções técnicas.
Isso posto, devo reconhecer que certas inovações associadas à web 2.0 são um fato. No passado, os primeiros sistemas de troca de informações entre empresas não funcionavam bem por falta de padronização --e foi isso exatamente que a web 2.0 veio a fornecer.
E o avanço chegou em um bom momento. Nos EUA, os grandes investimentos realizados para enfrentar o bug do milênio, antes de 2000, permitiram automatizar a atividade interna das empresas.
Resta efetuar a etapa seguinte: automatizar o intercâmbio de informações entre empresas. E que melhor ferramenta para isso do que a internet?
PERGUNTA - E quanto ao comércio eletrônico?
CERF -Tomemos por exemplo uma empresa que disponha de uma lista de apartamentos para alugar em Dallas, no Texas.
Ela pode inserir essas informações no Google Maps. Quando uma pessoa está procurando casa, o banco de dados da imobiliária mostra todos os apartamentos que atendam aos critérios especificados.
Uma empresa assim estaria utilizando os recursos da web para aumentar o valor de suas informações.
PERGUNTA - Podemos esperar aplicações semelhantes para celulares?
CERF - Com certeza. Trata-se de um objeto que a pessoa carrega aonde quer que vá. Pode-se, nesse caso, apresentar perguntas que não fariam sentido caso o sistema de informação associado desconhecesse sua localização. Procurar o cinema mais próximo, por exemplo.
Os aparelhos móveis abrem as portas à obtenção de informações geograficamente indexadas de grande valor. Já existem 3 bilhões de celulares no mundo, dos quais 15% são capazes de acesso à internet, ou seja, quase meio bilhão de aparelhos. No futuro, para fração significativa da população, o primeiro contato com a internet acontecerá via celular, e não pelo computador.
PERGUNTA - Usar o celular torna menos confortável a utilização da internet?
CERF - À primeira vista, sim. A tela não tem tamanho parecido. Quanto ao teclado, seria ótimo se nós tivéssemos dez centímetros de altura. Mas quase todos nós somos maiores.
É preciso, assim, imaginar novas práticas. O celular que possa detectar a presença de uma tela de computador no local - não haveria motivo para que a informação não pudesse ser transmitida para ela e exibida. O mesmo vale para um teclado sem fio.
As pessoas estão tão acostumadas a usar a internet com um aparelho por vez que nem imaginam que um celular poderia se tornar o coração de uma pequena rede.
Tradução de Paulo Migliacci
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u412746.shtml
15.6.08
Telefone celular vira arma no combate contra a pobreza
Telefonia móvel já é usada para prestar serviços aos pobres, mas potencial pode ser mais explorado, defende evento em São Paulo
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina
Os telefones celulares, cada vez mais difundidos, podem ser uma ferramenta importante na gestão pública por meios eletrônicos e na assistência a pessoas pobres. Serviços de mensagens de texto (SMS) e portais de voz (comunicação falada) já são usados por governos e organizações não-governamentais — sobretudo em países da África e da Ásia, e mesmo em alguns locais do Brasil —, mas têm potencial para crescer ainda mais, segundo especialistas reunidos num encontro internacional realizado nesta semana em São Paulo.
Os dados mais recentes da UIT (União Internacional de Telecomunicação, um braço da ONU) estimam que em 2006 havia 2,685 bilhões de usuários de celular no mundo. No Brasil, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), 65,3% da população tinham telefone celular em 2006. Nas famílias com renda de até 10 salários mínimos, a proporção era de 61,7%.
"Essas tecnologias podem ser uma ferramenta muito útil para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e na oferta de serviços pelo Estado para população mais carente", afirma o oficial de programa do PNUD Fausto Alvim, um dos palestrantes no seminário Tecnologias Móveis: seu papel na Promoção do Desenvolvimento Social, que terminou na terça-feira (03/06). "Mas ainda se discute a melhor maneira de usar os celulares como solução", acrescenta.
Organizado pela W3C — consórcio de empresas de tecnologia que discute padronizações e protocolos para a rede mundial de computares —, o seminário teve o PNUD entre os patrocinadores e reuniu palestrantes de várias partes do mundo para apresentar experiências e discutir formas de disseminar a assistência aos mais pobres por meio de telefone celular.
Há experiências nessa área em diversos países em desenvolvimento, particularmente na Índia e em alguns países da África. Elas usam os telefones celulares como plataforma de entrega de serviços a comunidades rurais e pessoas pobres. As iniciativas abrangem agendamento de consultas médicas, serviços financeiros e em educação. Um dos casos apresentados no evento é a possibilidade, em algumas regiões remotas da China, de os pais registrarem recém-nascidos por meio de mensagens de texto.
O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), por exemplo, realiza um trabalho de monitoramento de crises na África por meio de celular. "As pessoas mandam mensagens de SMS, que são captadas por uma rede do UNICEF. Quando acontece algum tipo de emergência, eles mandam pessoas para o local, normalmente aldeias de difícil acesso e comunicação", conta Alvim. "As mensagens permitem ao fundo da ONU, por exemplo, saber se acontece uma epidemia entre as crianças, algum tipo de massacre, problemas de fome e de desnutrição em regiões remotas da África."
Uma das questões centrais do encontro foi como padronizar tecnologias. Hoje, como as empresas nem sempre usam tecnologias similares de SMS, a troca de mensagens entre celulares de marcas diferentes às vezes fica truncada. Outro problema é o preço dos aparelhos que oferecem internet móvel. "A maioria dos celulares que dispõem da tecnologia de internet móvel é muito sofisticada, muito cara. Os fabricantes incluem nos aparelhos com esses serviços vários produtos supérfluos, como câmera e MP3, que encarecem muito o aparelho", afirma o oficial do PNUD.
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http://www.pnud.org.br/noticias/impressao.php?id01=2960
Telefonia móvel já é usada para prestar serviços aos pobres, mas potencial pode ser mais explorado, defende evento em São Paulo
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina
Os telefones celulares, cada vez mais difundidos, podem ser uma ferramenta importante na gestão pública por meios eletrônicos e na assistência a pessoas pobres. Serviços de mensagens de texto (SMS) e portais de voz (comunicação falada) já são usados por governos e organizações não-governamentais — sobretudo em países da África e da Ásia, e mesmo em alguns locais do Brasil —, mas têm potencial para crescer ainda mais, segundo especialistas reunidos num encontro internacional realizado nesta semana em São Paulo.
Os dados mais recentes da UIT (União Internacional de Telecomunicação, um braço da ONU) estimam que em 2006 havia 2,685 bilhões de usuários de celular no mundo. No Brasil, de acordo com a PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios), 65,3% da população tinham telefone celular em 2006. Nas famílias com renda de até 10 salários mínimos, a proporção era de 61,7%.
"Essas tecnologias podem ser uma ferramenta muito útil para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e na oferta de serviços pelo Estado para população mais carente", afirma o oficial de programa do PNUD Fausto Alvim, um dos palestrantes no seminário Tecnologias Móveis: seu papel na Promoção do Desenvolvimento Social, que terminou na terça-feira (03/06). "Mas ainda se discute a melhor maneira de usar os celulares como solução", acrescenta.
Organizado pela W3C — consórcio de empresas de tecnologia que discute padronizações e protocolos para a rede mundial de computares —, o seminário teve o PNUD entre os patrocinadores e reuniu palestrantes de várias partes do mundo para apresentar experiências e discutir formas de disseminar a assistência aos mais pobres por meio de telefone celular.
Há experiências nessa área em diversos países em desenvolvimento, particularmente na Índia e em alguns países da África. Elas usam os telefones celulares como plataforma de entrega de serviços a comunidades rurais e pessoas pobres. As iniciativas abrangem agendamento de consultas médicas, serviços financeiros e em educação. Um dos casos apresentados no evento é a possibilidade, em algumas regiões remotas da China, de os pais registrarem recém-nascidos por meio de mensagens de texto.
O UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), por exemplo, realiza um trabalho de monitoramento de crises na África por meio de celular. "As pessoas mandam mensagens de SMS, que são captadas por uma rede do UNICEF. Quando acontece algum tipo de emergência, eles mandam pessoas para o local, normalmente aldeias de difícil acesso e comunicação", conta Alvim. "As mensagens permitem ao fundo da ONU, por exemplo, saber se acontece uma epidemia entre as crianças, algum tipo de massacre, problemas de fome e de desnutrição em regiões remotas da África."
Uma das questões centrais do encontro foi como padronizar tecnologias. Hoje, como as empresas nem sempre usam tecnologias similares de SMS, a troca de mensagens entre celulares de marcas diferentes às vezes fica truncada. Outro problema é o preço dos aparelhos que oferecem internet móvel. "A maioria dos celulares que dispõem da tecnologia de internet móvel é muito sofisticada, muito cara. Os fabricantes incluem nos aparelhos com esses serviços vários produtos supérfluos, como câmera e MP3, que encarecem muito o aparelho", afirma o oficial do PNUD.
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Jovens de 12 e 13 anos recebem tratamento por vício em celular
Eles foram admitidos em clínica da Espanha, a pedido dos próprios pais.
Além de ir mal na escola, ambos mentiam para conseguir dinheiro gasto com crédito.
Do G1, em São Paulo
Uma clínica psiquiátrica da Espanha admitiu dois jovens, de 12 e 13 anos, por estarem viciados em telefones celulares. Segundo os pais dos jovens, de quem partiu a iniciativa do tratamento, os adolescentes não conseguiam mais realizar atividades consideradas normais sem seus aparelhos. Eles iam mal na escola e mentiam para conseguir dinheiro que seria gasto com crédito para os telefones, diz a “BBC”.
Há três meses eles vêm passando por tratamento para aprender a viver sem telefones celulares. Segundo Maite Utges, responsável por uma clínica psiquiátrica para crianças e jovens em Lleida, essa é a primeira vez que o centro recebe pacientes com esse tipo de dependência. Sua recomendação é de que apenas os maiores de 16 anos tenham esses aparelhos.
“Ambos mostraram um comportamento perturbado e isso refletia nos resultados ruins na escola. Eles apresentavam sérias dificuldades em ter vidas normais”, disse, de acordo com jornais espanhóis. Os jovens tinham esses aparelhos há 18 meses e seus pais haviam feito pouco esforço para restringir o uso até perceberem indícios de dependência. A reportagem não especifica se os dois pacientes são irmãos.
De acordo com Utges, deve levar pelo menos um ano de tratamento até que os pacientes consigam se livrar da dependência. Jose Martinez-Raga, especialista em vícios, afirmou que, assim como os dependentes de videogames, os jovens viciados em telefones celulares se tornam irritados, anti-sociais e apresentam piora nos resultados escolares.
Entrevistado pela publicação “Guardian”, o psicólogo Mark Griffiths, da Nottingham Trent University, disse receber uma ou duas ligações de pais preocupados com a forma como seus filhos usam o telefone celular. “Em muitos casos não se trata de vício propriamente dito, mas de um comportamento habitual. A impossibilidade de acesso causa sintomas a esses usuários”, explicou.
Japão
No final do mês passado, governo japonês iniciou uma campanha para alertar os pais e escolas a limitar o uso desses aparelhos entre as crianças. O objetivo é fazer com que os menores só usem seus celulares quando realmente necessário e sejam proibidos de acessar informações “prejudiciais”, que tenham influência negativa sobre eles.
O governo está preocupado com o fato de jovens estudantes passarem tantas horas conectados via celular, trocando e-mails e sofrendo outros efeitos negativos de seu uso abusivo, afirmou Masaharu Kuba, oficial do governo responsável pela iniciativa. “Os pais dão celular para seus filhos sem pensarem muito sobre o assunto. No Japão, eles se tornaram brinquedos caros.”
Cerca de 60% dos japoneses na faixa etária dos 12 anos têm telefones celulares, diz o ministério da educação. Entre os jovens com 15 anos, esse valor sobe para 90%. A maioria desses aparelhos faz parte da terceira geração, com acesso a serviços de internet.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia
Eles foram admitidos em clínica da Espanha, a pedido dos próprios pais.
Além de ir mal na escola, ambos mentiam para conseguir dinheiro gasto com crédito.
Do G1, em São Paulo
Uma clínica psiquiátrica da Espanha admitiu dois jovens, de 12 e 13 anos, por estarem viciados em telefones celulares. Segundo os pais dos jovens, de quem partiu a iniciativa do tratamento, os adolescentes não conseguiam mais realizar atividades consideradas normais sem seus aparelhos. Eles iam mal na escola e mentiam para conseguir dinheiro que seria gasto com crédito para os telefones, diz a “BBC”.
Há três meses eles vêm passando por tratamento para aprender a viver sem telefones celulares. Segundo Maite Utges, responsável por uma clínica psiquiátrica para crianças e jovens em Lleida, essa é a primeira vez que o centro recebe pacientes com esse tipo de dependência. Sua recomendação é de que apenas os maiores de 16 anos tenham esses aparelhos.
“Ambos mostraram um comportamento perturbado e isso refletia nos resultados ruins na escola. Eles apresentavam sérias dificuldades em ter vidas normais”, disse, de acordo com jornais espanhóis. Os jovens tinham esses aparelhos há 18 meses e seus pais haviam feito pouco esforço para restringir o uso até perceberem indícios de dependência. A reportagem não especifica se os dois pacientes são irmãos.
De acordo com Utges, deve levar pelo menos um ano de tratamento até que os pacientes consigam se livrar da dependência. Jose Martinez-Raga, especialista em vícios, afirmou que, assim como os dependentes de videogames, os jovens viciados em telefones celulares se tornam irritados, anti-sociais e apresentam piora nos resultados escolares.
Entrevistado pela publicação “Guardian”, o psicólogo Mark Griffiths, da Nottingham Trent University, disse receber uma ou duas ligações de pais preocupados com a forma como seus filhos usam o telefone celular. “Em muitos casos não se trata de vício propriamente dito, mas de um comportamento habitual. A impossibilidade de acesso causa sintomas a esses usuários”, explicou.
Japão
No final do mês passado, governo japonês iniciou uma campanha para alertar os pais e escolas a limitar o uso desses aparelhos entre as crianças. O objetivo é fazer com que os menores só usem seus celulares quando realmente necessário e sejam proibidos de acessar informações “prejudiciais”, que tenham influência negativa sobre eles.
O governo está preocupado com o fato de jovens estudantes passarem tantas horas conectados via celular, trocando e-mails e sofrendo outros efeitos negativos de seu uso abusivo, afirmou Masaharu Kuba, oficial do governo responsável pela iniciativa. “Os pais dão celular para seus filhos sem pensarem muito sobre o assunto. No Japão, eles se tornaram brinquedos caros.”
Cerca de 60% dos japoneses na faixa etária dos 12 anos têm telefones celulares, diz o ministério da educação. Entre os jovens com 15 anos, esse valor sobe para 90%. A maioria desses aparelhos faz parte da terceira geração, com acesso a serviços de internet.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia
6.6.08
Boato sobre ligação de celular assassina gera tensão na Indonésia
Efe, Jacarta
Um boato que alerta para a difusão de uma "ligação de celular assassina" que mata os cristãos que atendem à chamada instigou na Indonésia as tensões entre a maioria muçulmana e o resto da população.
Nos últimos dias, o "hoax" (como são conhecidos os boatos virtuais) se estendeu através de mensagens de telefone celular (SMS) e fóruns na web. Segundo as discussões dos internautas, a nova companhia de telecomunicações que acaba de entrar no país está aliada com o demônio.
Prova disso seria a oferta de lançamento da companhia, que repete três vezes o número "6" (666), dando origem a todo tipo de explicações satânicas. Além disso, Axis, o nome da empresa, significa "tortura" em indonésio se for lido de trás para frente ("sixa").
"Não é piada, eu recebi o aviso", afirma um jovem católico de Maumere, a maior cidade de Flores (sul da Indonésia), que prefere não se identificar. Para provar isso, ele mostrou a mensagem enviada a seu aparelho de celular.
O SMS alerta para a existência da nova companhia telefônica e assegura que sob nenhuma hipótese pode-se atender a uma chamada que começa pelo prefixo "0866" --os números iniciais de todos os telefones da operadora--, pois causaria a morte.
"Dois casos"
"Em Flores já houve dois casos, duas pessoas jovens e saudáveis que atenderam a ligação e morreram poucos dias depois", acrescenta o jovem, que, em seguida, diz sentir-se oprimido como católico em um país onde cerca de 90% da população são muçulmanos.
Segundo vários observadores, o boato da ligação assassina não tem lógica ou qualquer credibilidade, além de lembrar o roteiro do filme japonês "Chakushin ari". No entanto, acrescentam, o incidente revela as tensões de origem religiosa que existem na Indonésia e que só precisam de fatos como este para se espalhar.
Com mais de 200 milhões de fiéis, a Indonésia é a nação com maior população muçulmana do mundo, mas conta também com grandes comunidades de outras confissões, que aparecem geralmente agrupadas geograficamente.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u407102.shtml
Efe, Jacarta
Um boato que alerta para a difusão de uma "ligação de celular assassina" que mata os cristãos que atendem à chamada instigou na Indonésia as tensões entre a maioria muçulmana e o resto da população.
Nos últimos dias, o "hoax" (como são conhecidos os boatos virtuais) se estendeu através de mensagens de telefone celular (SMS) e fóruns na web. Segundo as discussões dos internautas, a nova companhia de telecomunicações que acaba de entrar no país está aliada com o demônio.
Prova disso seria a oferta de lançamento da companhia, que repete três vezes o número "6" (666), dando origem a todo tipo de explicações satânicas. Além disso, Axis, o nome da empresa, significa "tortura" em indonésio se for lido de trás para frente ("sixa").
"Não é piada, eu recebi o aviso", afirma um jovem católico de Maumere, a maior cidade de Flores (sul da Indonésia), que prefere não se identificar. Para provar isso, ele mostrou a mensagem enviada a seu aparelho de celular.
O SMS alerta para a existência da nova companhia telefônica e assegura que sob nenhuma hipótese pode-se atender a uma chamada que começa pelo prefixo "0866" --os números iniciais de todos os telefones da operadora--, pois causaria a morte.
"Dois casos"
"Em Flores já houve dois casos, duas pessoas jovens e saudáveis que atenderam a ligação e morreram poucos dias depois", acrescenta o jovem, que, em seguida, diz sentir-se oprimido como católico em um país onde cerca de 90% da população são muçulmanos.
Segundo vários observadores, o boato da ligação assassina não tem lógica ou qualquer credibilidade, além de lembrar o roteiro do filme japonês "Chakushin ari". No entanto, acrescentam, o incidente revela as tensões de origem religiosa que existem na Indonésia e que só precisam de fatos como este para se espalhar.
Com mais de 200 milhões de fiéis, a Indonésia é a nação com maior população muçulmana do mundo, mas conta também com grandes comunidades de outras confissões, que aparecem geralmente agrupadas geograficamente.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u407102.shtml
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