Mostrando postagens com marcador educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador educação. Mostrar todas as postagens

8.2.10

Celulares: Uma convergência para aprendizagem?

Os telefones celulares se tornaram parte integrante da vida das pessoas
sendo hoje uma extensão do seu corpo. A adoção destes dispositivos para
consumir, produzir e trocar conteúdo digital, é particularmente alta.

Cada vez mais sua penetração se dá em todas as camadas sociais e é uma progressão lógica pensar que a inclusão digital se dará através destes dispositivos portáteis.

Será que a educação por TIMS (Tecnologias da Informação e Comunicações Moveis e Sem Fio) poderá vir a ser uma forma de integração do
EAD (Ensino A Distancia), uma plataforma1 integrada com a sala de aula ou
ainda um facilitador para aprendizagem informal?

Um dos desafios pedagógicos a serem estudados é o seu potencial convergente e as dimensões de processos de ensino-aprendizagem que podem ser adequados a esta plataforma, que ao mesmo tempo é um meio, é pessoal e individual, convergente e de conteúdo fragmentado.

Em anexo disponibilizo o link da minha pesquisa exploratória (Celulares: Uma convergência para aprendizagem?) que trata de alguns onceitos, frameworks e teorias que norteiam o universo da aprendizagem móvel e ubíqua, suas áreas de adoção, seus potenciais beneficiários (nativos digitais) e sua relação com os protocolos sociais e culturais que permeiam as redes sociais e comunidades de conhecimento.

Boa leitura!

15.4.09

Escolas nos EUA negociam uso de celular por alunos
John Ingold

Quando Gregg e Jaylene Christoffersen arregalaram os olhos diante da conta do celular de sua filha, que havia sido usado para enviar 10 mil mensagens de texto naquele mês, descobriram uma coisa que os dirigentes de escola sabem há anos.

É mais fácil arrancar uma noz das patas de um esquilo faminto do que tentar tirar o celular de um adolescente.

"Tentar prevenir completamente seu uso, banir os celulares das escolas, é uma batalha perdida", diz Barb Goings, diretora da Green Mountain High School, uma escola de segundo grau em Lakewood, um subúrbio de Denver.

Isso se tornou claro na semana passada com a notícia surgida em Cheyenne, Wyoming, sobre a espantosa conta de telefone dos Christoffersen - US$ 4.756,25 em um mês (equivalente a R$ 10,4 mil), custo justificado principalmente pelas mensagens de texto enviadas por sua filha de 13 anos, Dena. A menina, que ainda está no ginásio, ficará de castigo pelo resto do ano, e seus pais estão negociando a conta com a operadora de telefonia móvel. O aparelho foi destruído a marteladas por Gregg Christoffersen.

Os pais de Dena afirmam que a maior parte de sua comunicação por meio de mensagens de texto acontecia na escola, e que as notas da filha melhoraram depois que o telefone foi destruído.

Em todo o país, estudantes e celulares formam uma unidade tão fechada que, na maioria das escolas, regras quanto ao uso de celulares se tornaram uma ocorrência comum. Nos manuais de alunos, elas vieram se somar às normas de vestimenta e de comportamento que os estudantes precisam seguir.

Na região de Denver, diversas escolas conseguiram, na prática, promover uma trégua com seus alunos quanto ao uso dos celulares. As normas adotadas para o uso de celulares em muitas escolas proíbem que os estudantes enviem mensagens de texto, ou até que mantenham seus aparelhos ligados, durante as aulas, mas eles podem usá-los nos intervalos entre as aulas ou nas áreas comuns da escola. Os alunos que violam as regras têm seus aparelhos confiscado.

"O limite que nós estabelecemos é que não se pode usar um celular quando isso causa perturbações durante a aula; quando isso acontece, nós agimos", disse Pat Sanchez, diretor da Denver West High School.

Mas manter o respeito a essa norma é muito mais difícil do que poderia parecer. Sanchez diz que, desde que a nova norma foi adotada, alguns alunos se tornaram muito mais habilidosos no envio de mensagens sorrateiras de texto quando os professores não estão olhando, e alguns deles, disse, conseguem digitar as mensagens com os celulares no bolso, sem nem mesmo olhar os aparelhos.

Para tornar a situação ainda mais complexa, muitos pais preferem que seus filhos vão à escola com seus celulares, de forma a alertá-los em casos de emergência ou coordenar planos para apanhá-los depois da aula.

"Isso é algo que os pais já indicaram que preferem que seus filhos tenham", disse Tustin Amole, porta-voz do distrito escolar de Cherry Creek, em Denver.

A preferência significa que os dirigentes escolares precisam fazer distinções cuidadosas entre punir as distrações indesejadas causadas pelos celulares enquanto permitem formas aceitáveis de uso dos aparelhos.

Na KIPP Sunshine Peak Middle School, em Denver, os alunos deixam os celulares na administração, quando chegam pela manhã, e os apanham na hora de ir embora, diz Rebecca Holmes, a diretora executiva.

"Ficar sem o celular durante todo o dia de aula é provavelmente tão ruim quanto perder as chaves do carro, para eles", diz Goings, a diretora da escola Green Mountain. "Alguns dos meus alunos sofrem crises de abstinência se não tiverem seus celulares".

Em todo o país, os diretores de escolas têm se esforçado mais para reprimir o uso de celulares. Em Iowa, os legisladores estaduais estão debatendo uma lei que restringiria o uso dos aparelhos no horário escolar. Um diretor de escola em Vancouver, no Canadá, tentou bloquear os sinais de celulares na área da escola, mas foi informado pelas autoridades de que isso era ilegal. E, no Wisconsin, um aluno de 14 anos terminou suspenso por indisciplina em um incidente que começou quando ele foi apanhado trocando mensagens de texto em classe.

Mas os administradores escolares também estão descobrindo que o vício dos celulares entre os alunos pode ser usado de maneira positiva. Sanchez, o diretor da Denver West, diz que ocasionalmente se comunica com os líderes do corpo discente via mensagem de texto, para ajudá-los a planejar eventos escolares.

"Honestamente", ele diz, "é a garotada que está me ensinando como fazê-lo".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times